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Confiram a segunda parte do artigo de Isabela Antunes Joffe sobre o consumo responsável de animais marinhos e os cuidados que devemos ter para evitar a ingestão de produtos contaminados.

A preocupação com a origem dos peixes que vão à mesa garante o consumo de alimentos mais saudáveis

A preocupação com a origem dos peixes que vão à mesa garante o consumo de alimentos mais saudáveis

Mandamentos do consumidor responsável:

1. Não compre ou coma cação ou tubarão,  peixes que acumulam grandes quantidades de mercúrio em suas carnes e alguns dos mais ameaçados de extinção no mundo. Ao comê-los, você estará incentivando o horrendo comércio de barbatanas na China, que é legal e ainda é sinônimo de lucro! Na Ásia, o tubarão é considerado predador e também alimento da melhor qualidade.

Tipos de cação: Cação-anjo, Squatina guggenheim, Cação-anjo, Squatina occulta, Cação-bico-doce, Mustelus schimitti, Cação bico-de-cristal, Galeorhinus galeus.

2. Não compre ou coma raia-viola, Rhinobatus horkelli, peixe cartilaginoso, que também está ameaçado. Presente da costa do Rio de Janeiro até o Mar Del Plata, no Uruguai, ela é capturada pela pesca de arrasto de camarão e de parelha industrial e artesanal. Como agravante, as fêmeas grávidas são pescadas em águas com mais de 20m de profundidade, no local onde se concentram durante o verão para dar à luz seus filhotes, pois ali encontram formações que são uma espécie de berçário.

OBS.: É proibida a comercialização dessas cinco espécies em todo o território nacional (Instrução Normativa-IN do Ministério do Meio Ambiente-MMA, N. 5/2004).

3. Evite pratos à base de bacalhau, visto que já é considerado extinto em diversas áreas, além de ser importado e proveniente de locais distantes.

4. Só compre lagostas entre os meses de maio e dezembro (a época de reprodução desses animais é de janeiro a abril).

Tenha um consumo consciente, que respeite o período de reprodução dos animais

Tenha um consumo consciente, que respeite o período de reprodução dos animais

Atenção: A rede caçoeira utilizada para a pesca de lagostas está proibida. Este instrumento de trabalho possui 4m de altura e até 5km de comprimento, ficando posicionada no fundo do oceano. Como possui uma fina trama de nylon, retém, ao final de 12 horas, tartarugas, corais, a biomassa, além de peixes e lagostas de pequeno porte, trazendo-os à superfície.

5. Evite o consumo de camarões. A grande maioria da sua pesca ainda é feita com arrasto, atividade destruidora. Consuma-os apenas no período não reprodutivo. Há diferentes espécies de camarão no oceano. Cada uma possui um período reprodutivo específico nas diferentes áreas do Brasil, cuja pesca é proibida pelo IBAMA em tal período. O período reprodutivo do camarão-rosa no extremo nordeste é de março a maio. Na Bahia e Espírito Santo, o período é de setembro a novembro.  No sudeste o camarão-sete-barbas se reproduz entre novembro e meados de dezembro.

6. Considerado extinto em muitas regiões do planeta, evite o salmão, peixe de águas gélidas, até mesmo o cultivado. O prejuízo que uma fazenda de salmão causa ao ambiente é incalculável.  A maioria do salmão selvagem consumido no Brasil é importada do Chile, exigindo transporte refrigerado em longas distâncias, o que causa o aumento da emissão de CO2, através da queima de combustível fóssil, etc.

7. Verifique a espécie de atum ao comprá-lo. Algumas espécies não estão ameaçadas de extinção.

8. Preste atenção especial aos congelados de animais sazonais. Exija do fabricante a data e como foi pescado. Leia o rótulo dos produtos. Dê preferência ao produto fresco, congelando-o em casa.

9. No seu cardápio, dê preferência às tilápias, consideradas mais sustentáveis e fáceis de serem criadas para consumo. Importante ficar atento à qualidade dos produtos de aquicultura e, principalmente à dos moluscos. Muitos produtores não têm a licença de comercialização do Ministério da Agricultura que exige um selo especial (SIF).

10. Valorizar somente Fazenda de Peixe ou Aquiculturas sustentáveis.

Escolha o peixe certo e delicie-se com este alimento altamente nutritivo

Escolha o peixe certo e delicie-se com este alimento altamente nutritivo

Texto de Isabela Antunes Joffe

Correspondente do site e do informativo Mundo Verde em Nova Iorque.

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Você já parou para pensar na quantidade de elementos tóxicos que pode estar ingerindo junto com os alimentos, sem saber? Então confira mais um texto super informativo e interessante de autoria de Isabela Antunes Joffe, correspondente do site e do informativo Mundo Verde em Nova Iorque.

Isabela escreve sobre as altíssimas concentrações de mercúrio e outros metais pesados nos peixes da fauna brasileira, e dos cuidados que podem ser tomados para que esses perigos sejam afastados da mesa e do planeta:

De populações ribeirinhas do Amazonas aos restaurantes estrelados do mundo, as possibilidades de consumir peixes e frutos do mar em extinção e/ou contaminados por metais pesados, tais como o mercúrio (Hg), cobre, cádmio e zinco, são enormes.

Saboroso e tóxico?

Saboroso e tóxico?

Eis algumas razões:

  • Pesca predatória;
  • Exploração ilegal associada ao uso de artefatos de captura agressivos às espécies;
  • Falta de informações voltadas para o consumo consciente;
  • Garimpo de ouro;
  • Pesticidas usados na agricultura;
  • Efluentes industriais e domésticos;
  • Emissões atmosféricas oriundas da queima de combustíveis fósseis.

Perigo à mesa e ao Planeta:

A contaminação na região Amazônica, por exemplo, por mercúrio, foi iniciada com a corrida do ouro, na década de 1980, cujo ápice foi o garimpo de Serra Pelada, no Pará.

Com o fim da corrida do ouro, nos anos de 1990, os níveis de contaminação se agravaram, não somente pela atividade extrativista, mas pelo próprio solo da floresta, através do desmatamento para a pecuária e a plantação de soja. Desta forma, o mercúrio e o solo desprotegido representam poluição, via lixiviação (processo de lavagem de solos pelas águas das chuvas carregando os sedimentos para os rios e outras áreas).

Pesquisas têm revelado que uma grande parte das espécies de peixes carnívoros da Amazônia, como o tucunaré e o pintado, estão contaminados.

peixes menor

A exposição a concentrações de mercúrio pode trazer graves consequências:

No ser humano: Déficit de aprendizado, perda de sensibilidade nas extremidades, constrição do campo visual, danos no sistema nervoso central, má-formação no sistema nervoso de fetos, entre outros.

No ambiente: Danos ao crescimento dos peixes, sobrevivência e reprodução de comunidades de organismos, comprometendo a biodiversidade e a sua manutenção.

Assim, o consumidor responsável de peixes e frutos do mar deve ficar atento às seguintes considerações:

  • De preferência, consuma peixe da sua região. Vivendo perto de rio limpo, consuma peixes de água doce.
  • Vivendo perto do mar limpo, valorize os peixes de água salgada e os frutos do mar, comuns no seu litoral.
  • Valorize somente os peixes que são pescados de modo artesanal, por comunidades não envolvidas com pesca em escala industrial.
  • Exija informações do órgão do governo municipal ou estadual da sua área e/ou do responsável por uma peixaria.

Faça perguntas, tais como:

  • Como e quando o peixe foi pescado?
  • Onde ele vive?
  • O mar nessa região está contaminado?
  • O peixe é importado?
  • Está extinto ou não?

Dê preferência a alimentos audáveis e sustentáveis

Dê preferência a alimentos saudáveis e sustentáveis

Para saber mais sobre o assunto, confira alguns links que foram utilizados por Isabela na pesquisa para este artigo:

Semana que vem postaremos a segunda parte do artigo de Isabela, que fala dos Mandamentos do Consumidor Responsável! Fiquem atentos!

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